A felicidade de agora
Riso amado e descontado
Triste manda embora
A alegria de outrora.
Paixão que não entende
Ao léu se fica amargurado
Descontente manda embora
Todo o amor de outrora.
Alma que não compreende
Motivos tristes e desalmados
Chorando manda embora
O carinho de outrora.
Desconsolada desiste
Das almas a entender
Se erguendo manda embora
A raiva de outrora.
Todo o imenso azul do céu
Jamais cansa de existir
Sorrindo manda embora
A infelicidade que há por vir.
por Silvia Nascimento -" fizeram pra mim"
quinta-feira, janeiro 15, 2009
quinta-feira, abril 03, 2008
Quebra-retalhos
...talvez um meio de entortar as coisas
entornar, distorcer, mastigar
engolir a seco
cuspir, vomitar, sangrar...
... talvez seja tudo isso
talvez seja nada
quem sabe em outra parada encontre teus olhos...
Fiz quebra cabeça de você
E a cada caminho, recolho peças.
Tentativa desvairada, a cada sorriso,
Escorre lágrimas.
E como um emaranhado de cabelos
Cada fio uma lembrança
E pinçando, vou...
... uma
a
uma...
Até descobrir onde estou
Quem sabe, feito colcha de retalhos
Escrevo o que restou
E de pedaços, reconstruo o que acabou
Como tarde demais?
Se tão pouco cedo, é...
entornar, distorcer, mastigar
engolir a seco
cuspir, vomitar, sangrar...
... talvez seja tudo isso
talvez seja nada
quem sabe em outra parada encontre teus olhos...
Fiz quebra cabeça de você
E a cada caminho, recolho peças.
Tentativa desvairada, a cada sorriso,
Escorre lágrimas.
E como um emaranhado de cabelos
Cada fio uma lembrança
E pinçando, vou...
... uma
a
uma...
Até descobrir onde estou
Quem sabe, feito colcha de retalhos
Escrevo o que restou
E de pedaços, reconstruo o que acabou
Como tarde demais?
Se tão pouco cedo, é...
Ninguém
Prefiro ser ninguém
Olhos já cansaram do alguém que vê
Calor, mãos trêmulas, já não sentem mais
Suspiros, perderam-se junto ao fôlego cansado
Pulsos enfraquecidos... Desgastado.
Prefiro ser ninguém
Língua já nem sente mais sabor
Amargor
Pálpebras inchadas, visão embaçada...
Já nem sei mais lagrima.
Prefiro ser ninguém
Alguém que se perdeu em um pedido
Laços, traços, rabiscos, zunidos
Já nem ouço mais
Olhos já cansaram do alguém que vê
Calor, mãos trêmulas, já não sentem mais
Suspiros, perderam-se junto ao fôlego cansado
Pulsos enfraquecidos... Desgastado.
Prefiro ser ninguém
Língua já nem sente mais sabor
Amargor
Pálpebras inchadas, visão embaçada...
Já nem sei mais lagrima.
Prefiro ser ninguém
Alguém que se perdeu em um pedido
Laços, traços, rabiscos, zunidos
Já nem ouço mais
sexta-feira, outubro 05, 2007
Cinza
Traz de volta o sol
Não mais viva, sou.
Agora tudo tão cinza, insosso.
Lagrimas escorrem pelo pára-brisa
(sentindo o cheiro,
teus cachos em meus dedos)
Traz de volta o sorriso
Não mais alegre, estou.
Agora tudo tão quieto, calado.
Perdida na chuva lá fora
(sentindo o gosto,
tua boca em meus lábios)
Traz de volta o calor
Não mais brasa, sinto.
Agora tudo tão apático, gelado.
Correndo sozinha estrada afora.
(sentindo o frio,
teus braços a envolver-me)
E quando olho o retrovisor
Paisagem insensível, sem cor.
Percebo que pedaços ficaram pra trás
Olhares, afagos, cuidados,
Sem teu corpo, tanto faz.
Tudo tão cinza está.
Não mais viva, sou.
Agora tudo tão cinza, insosso.
Lagrimas escorrem pelo pára-brisa
(sentindo o cheiro,
teus cachos em meus dedos)
Traz de volta o sorriso
Não mais alegre, estou.
Agora tudo tão quieto, calado.
Perdida na chuva lá fora
(sentindo o gosto,
tua boca em meus lábios)
Traz de volta o calor
Não mais brasa, sinto.
Agora tudo tão apático, gelado.
Correndo sozinha estrada afora.
(sentindo o frio,
teus braços a envolver-me)
E quando olho o retrovisor
Paisagem insensível, sem cor.
Percebo que pedaços ficaram pra trás
Olhares, afagos, cuidados,
Sem teu corpo, tanto faz.
Tudo tão cinza está.
terça-feira, agosto 28, 2007
Al dente
Em chamas encontro eu
E de olhar-te alastra mais e mais
Ardente que sou, estou
Assim, por ti.
E me queima quando encosto
em tua língua, suavizo o ardor
Enlouquecida, estou e sou
Assim, por ti.
Porque sou fogo incandescente
Incansável de arder-me em ti
Tocha insolente, al dente
Atrevo-me, sempre sua, sou.
Amanda Oliveira
E de olhar-te alastra mais e mais
Ardente que sou, estou
Assim, por ti.
E me queima quando encosto
em tua língua, suavizo o ardor
Enlouquecida, estou e sou
Assim, por ti.
Porque sou fogo incandescente
Incansável de arder-me em ti
Tocha insolente, al dente
Atrevo-me, sempre sua, sou.
Amanda Oliveira
quinta-feira, julho 12, 2007
Num banheiro imundo,
Acendo um cigarro,
Gargalho.
Brincando de querer o que não quero,
e sentindo o que não sinto,
Espalho.
Com palavras e salivas, infecto.
e assim adoecida
Bebo mais um trago,
Gargalo.
Debochando de mim mesma
Dos desejos que não tive,
e os amores que vivi,
Escorrego.
E deito nua neste chão gelado,
Sinto frio queimando espinha.
Teu cheiro estacionado à porta
Entrego.
E persegue, e bate, espanca e grita.
Meu sonho de mentira,
fantasia copiada.
Nego.
Que um dia fui feliz
Invento que foi eu quem quis
E conto histórias
E imagino, e crio, e enfeito
Acredito.
Realidade pré-moldada
Poesias inventadas, vidas arrastada
E faz de conta de magia
E no canto dos lábios,
Sorriso!
[ecoam meus berros]
Acendo um cigarro,
Gargalho.
Brincando de querer o que não quero,
e sentindo o que não sinto,
Espalho.
Com palavras e salivas, infecto.
e assim adoecida
Bebo mais um trago,
Gargalo.
Debochando de mim mesma
Dos desejos que não tive,
e os amores que vivi,
Escorrego.
E deito nua neste chão gelado,
Sinto frio queimando espinha.
Teu cheiro estacionado à porta
Entrego.
E persegue, e bate, espanca e grita.
Meu sonho de mentira,
fantasia copiada.
Nego.
Que um dia fui feliz
Invento que foi eu quem quis
E conto histórias
E imagino, e crio, e enfeito
Acredito.
Realidade pré-moldada
Poesias inventadas, vidas arrastada
E faz de conta de magia
E no canto dos lábios,
Sorriso!
[ecoam meus berros]
"Mornamente"
Desespero preso na garganta, ganido.
Eco trêmulo ao meu ouvido, gemido.
Fervor na pele queimando rosto,
Tudo que sou, somente esboço.
E canto e grito, engano e escondo,
Sorriso enfeito, alvo e branco.
Uso capas e batons, espanto nudez
Máscaras em vários tons, perder lucidez.
Sangue morno corre em ébria mente
Carne seca, cansada, vida estagnada,
Nem frio ou quente, olhar dormente.
E forte brado se perde ao vento,
Engulo a seco a lágrima estocada.
Apelo! Definha-se tempo...
Amanda Oliveira
Eco trêmulo ao meu ouvido, gemido.
Fervor na pele queimando rosto,
Tudo que sou, somente esboço.
E canto e grito, engano e escondo,
Sorriso enfeito, alvo e branco.
Uso capas e batons, espanto nudez
Máscaras em vários tons, perder lucidez.
Sangue morno corre em ébria mente
Carne seca, cansada, vida estagnada,
Nem frio ou quente, olhar dormente.
E forte brado se perde ao vento,
Engulo a seco a lágrima estocada.
Apelo! Definha-se tempo...
Amanda Oliveira
segunda-feira, junho 18, 2007
Expectativas
Como viver uma vida sem semear expectativas? E poque é tão frustrante quando não colhemos o que esperamos? Se eu plantar milho, quero e espero colher milho, e não cana-de-açúcar. Acho que o maior problema é quando não entendemos nada sobre agricultura e pegamos uma plantação já semeada, e ainda crescendo, é incrível como que pra um leigo milho é extremamente parecido com a cana desde o principio...
Mas quem disse que milho é melhor que cana? Às vezes o que esperamos colher esta em baixa no mercado, às vezes apostamos todas as fichas em ações promissoras que perdem seu valor drasticamente da noite pro dia, assim como semeamos ao vento e este por pura pirraça nos traz uma grande lavoura de algo desconhecido. Temos então duas opções, exterminar a plantação acreditando que se trata de um monte de braqueária, ou aguardar, pode ser capim estrela
O mais engraçado, é que tudo no começo surpreende, o mesmo mato que pode ser daninha pode ser feno, não se sabe a utilidade se não deixar tomar conta do pasto e florescer ou então espalhar...O mesmo que pode trazer a bonança, a boa colheita, pode exterminar toda uma safra, comprometer toda a lavoura, imagina o perigo de daninhas no plantio do café, imagina se tudo o que víssemos maquiássemos em flores? Por isso é preciso sempre dosar, nem tudo é tão maléfico quanto pensamos, e como ultima opção, sempre existe um agrotóxico para o combate
Interessante a frustação quando a apostamos todas as economias no arrendamento de um alqueire de café ja plantado (por exemplo), porque ai não há falhas de plantio, ja esta cultivado, a planta crescida, produzindo frutos de ótima qualidade, sabemos que é só investir em cuidados com a lavoura, com sua manutenção, eliminando pragas e conservando as qualidades do solo, irrigando, oferecendo condições para que a planta produza além do ano anterior, que multiplique sua capacidade, que faça da colheita uma grande safra. Mas por forças alheias a nossa vontade, a vontade do agricultor, ha uma reviravolta no mercado e o valor da saca de café despenca, todas as economias investidas são perdidas, a venda da safra nao paga o arrendamento, quem dira os gastos e investimentos, os empréstimos, os lavradores, tudo perdido, prejuizo, melhor estocar a colheita num armazem e aguardar, porque vender agora é atestado de falencia sem qualquer possibilidade de regresso
E os plantadores de soja vão ao delírio com a desgraça de seus vizinhos, a soja bem cotada, esta em alta, fica facil caçoar da desgraça do outro, é como dizem pimenta no olhos do outro é refresco. Mas o mundo do agronegócio é surpreendente, o que ta em cima, safra que vem ta em baixa, quanto maior a oferta menor a valorização, e os cafeicultores que venderam sua colheita a preço de bananas resolvem aderir a nova sensação do momento, derrubam os pés de café, adubam o solo, semeam soja e se preparam pra grande colheita.Mas tem um doido la no meio, que diz não arredar o pé, esquece seu café desvalorizado no armazém, renegocia com os bancos, faz mais emprestimo, paga os lavradores, e espera um pouco mais.Na verdade, ele se dá esse tempo, de descobrimento, pra ver até onde é capaz de suportar, se tranca, como se estivesse em banheiros sujos desesperadamente agarrado ao vaso como unica companhia. Ele sente seus dedos fracos, não conseguindo mais se agarrar a nada.Sente seu corpo cansado, sua vida despedaçada, e se adapta ao banheiro, àquela escuridão insalubre...
Mas quem disse que milho é melhor que cana? Às vezes o que esperamos colher esta em baixa no mercado, às vezes apostamos todas as fichas em ações promissoras que perdem seu valor drasticamente da noite pro dia, assim como semeamos ao vento e este por pura pirraça nos traz uma grande lavoura de algo desconhecido. Temos então duas opções, exterminar a plantação acreditando que se trata de um monte de braqueária, ou aguardar, pode ser capim estrela
O mais engraçado, é que tudo no começo surpreende, o mesmo mato que pode ser daninha pode ser feno, não se sabe a utilidade se não deixar tomar conta do pasto e florescer ou então espalhar...O mesmo que pode trazer a bonança, a boa colheita, pode exterminar toda uma safra, comprometer toda a lavoura, imagina o perigo de daninhas no plantio do café, imagina se tudo o que víssemos maquiássemos em flores? Por isso é preciso sempre dosar, nem tudo é tão maléfico quanto pensamos, e como ultima opção, sempre existe um agrotóxico para o combate
Interessante a frustação quando a apostamos todas as economias no arrendamento de um alqueire de café ja plantado (por exemplo), porque ai não há falhas de plantio, ja esta cultivado, a planta crescida, produzindo frutos de ótima qualidade, sabemos que é só investir em cuidados com a lavoura, com sua manutenção, eliminando pragas e conservando as qualidades do solo, irrigando, oferecendo condições para que a planta produza além do ano anterior, que multiplique sua capacidade, que faça da colheita uma grande safra. Mas por forças alheias a nossa vontade, a vontade do agricultor, ha uma reviravolta no mercado e o valor da saca de café despenca, todas as economias investidas são perdidas, a venda da safra nao paga o arrendamento, quem dira os gastos e investimentos, os empréstimos, os lavradores, tudo perdido, prejuizo, melhor estocar a colheita num armazem e aguardar, porque vender agora é atestado de falencia sem qualquer possibilidade de regresso
E os plantadores de soja vão ao delírio com a desgraça de seus vizinhos, a soja bem cotada, esta em alta, fica facil caçoar da desgraça do outro, é como dizem pimenta no olhos do outro é refresco. Mas o mundo do agronegócio é surpreendente, o que ta em cima, safra que vem ta em baixa, quanto maior a oferta menor a valorização, e os cafeicultores que venderam sua colheita a preço de bananas resolvem aderir a nova sensação do momento, derrubam os pés de café, adubam o solo, semeam soja e se preparam pra grande colheita.Mas tem um doido la no meio, que diz não arredar o pé, esquece seu café desvalorizado no armazém, renegocia com os bancos, faz mais emprestimo, paga os lavradores, e espera um pouco mais.Na verdade, ele se dá esse tempo, de descobrimento, pra ver até onde é capaz de suportar, se tranca, como se estivesse em banheiros sujos desesperadamente agarrado ao vaso como unica companhia. Ele sente seus dedos fracos, não conseguindo mais se agarrar a nada.Sente seu corpo cansado, sua vida despedaçada, e se adapta ao banheiro, àquela escuridão insalubre...
segunda-feira, janeiro 08, 2007
Eu que não gosto de samba
no meio da roda, pedi um cigarro
C’os pés na cadeira
dei grito de fúria
‘cabou brincadeira
Silencio das vozes, meu ecos
Atolei pé no bumbo
Pandeiro quebrei num berro
Enxuguei uma lágrima
(cansada de palavras, gestos e olhares
sentires, sentires, sentires
suas mãos, seus lábios, seu corpo)
Copo na mão, levantei
Um arroto!
Eu que não gosto de sol
No meio da praia, pedi uma dose
C’os pés na areia, marejando
engoli um suspiro
não via beleza
Flores ao mar, rasguei
Apaguei velas
Num buraco cai
Não, ela não, segurei
(dentro do buraco pensei,
que me enterre, me deixe
que seja enterrada
e assim permaneça, areia)
Eu que não gosto de mim,
No meio do parque, entrei na casa de espelhos
C’os pés apressados,
quis fugir
Meus olhos encarei
Mirei nas verdades
Fitei pensamentos
(tempo, tempo, tempo)
Definitivamente...
Não gostei, sou
murro desfigurei
Gota salgada dilacerando meu rosto
(o sangue jorrando das mãos,
caindo nos pés cansados
pedaços de mim ao chão
quebrados...)
Eu que não gosto de adeus
Naquele boteco, pedi o de sempre,
C’os pés aflitos
escondidos na mesa
olhei pro graçom
de você perguntei
Já tinha partido
Já tinha secado
Já tinha passado
Você tinha ido.
Dinha Oliveira
no meio da roda, pedi um cigarro
C’os pés na cadeira
dei grito de fúria
‘cabou brincadeira
Silencio das vozes, meu ecos
Atolei pé no bumbo
Pandeiro quebrei num berro
Enxuguei uma lágrima
(cansada de palavras, gestos e olhares
sentires, sentires, sentires
suas mãos, seus lábios, seu corpo)
Copo na mão, levantei
Um arroto!
Eu que não gosto de sol
No meio da praia, pedi uma dose
C’os pés na areia, marejando
engoli um suspiro
não via beleza
Flores ao mar, rasguei
Apaguei velas
Num buraco cai
Não, ela não, segurei
(dentro do buraco pensei,
que me enterre, me deixe
que seja enterrada
e assim permaneça, areia)
Eu que não gosto de mim,
No meio do parque, entrei na casa de espelhos
C’os pés apressados,
quis fugir
Meus olhos encarei
Mirei nas verdades
Fitei pensamentos
(tempo, tempo, tempo)
Definitivamente...
Não gostei, sou
murro desfigurei
Gota salgada dilacerando meu rosto
(o sangue jorrando das mãos,
caindo nos pés cansados
pedaços de mim ao chão
quebrados...)
Eu que não gosto de adeus
Naquele boteco, pedi o de sempre,
C’os pés aflitos
escondidos na mesa
olhei pro graçom
de você perguntei
Já tinha partido
Já tinha secado
Já tinha passado
Você tinha ido.
Dinha Oliveira
segunda-feira, novembro 20, 2006
Confuso
Meias palavras
Palavras inteiras
Meias palavras
Mesa, cadeira
Palavras inteiras
livros, prateleira
Cheio de palavras
Sem conteudo
Palavras vazias
Sorriso mudo
Meias verdades
Não, só meias palavras
Inteiras vontades
Escondidas
Em meias palavras...
Dinha Oliveira
Palavras inteiras
Meias palavras
Mesa, cadeira
Palavras inteiras
livros, prateleira
Cheio de palavras
Sem conteudo
Palavras vazias
Sorriso mudo
Meias verdades
Não, só meias palavras
Inteiras vontades
Escondidas
Em meias palavras...
Dinha Oliveira
Anjo Negro
Sou sempre o que chega atrasado
Sempre o que escreve errado
Aquele que parte querendo ficar
Borboleta que não aprendeu a voar
Aquele de humor mal humorado
Olhos caídos e marejados
Braços abertos a esperar
Que não cansa de sempre chorar
Sou fraco, inútil e esquecido
Corpo cansado, curvado, estremecido,
Ofegante de correr sem chegar
Sou raso, insosso, despercebido,
Alma pesada, coração adoecido,
Esperando anjo negro chegar.
Dinha Oliveira
Sempre o que escreve errado
Aquele que parte querendo ficar
Borboleta que não aprendeu a voar
Aquele de humor mal humorado
Olhos caídos e marejados
Braços abertos a esperar
Que não cansa de sempre chorar
Sou fraco, inútil e esquecido
Corpo cansado, curvado, estremecido,
Ofegante de correr sem chegar
Sou raso, insosso, despercebido,
Alma pesada, coração adoecido,
Esperando anjo negro chegar.
Dinha Oliveira
Mundos Distantes
Pedi pro vento levar-te um beijo
E às abelhas o mel emprestado,
Pra quando a brisa tocasse teus lábios
Sentisse o tamanho do meu desejo.
Pedi ao sol que forte brilhasse
E à flor que em cor desabrochasse,
Pra quando ganhares o meu presente
Esqueças que estou cá, ausente.
Mas, ao nosso amor, Zeus se zangou,
Com uma tormenta, o céu fechou,
E tua Vênus em vão chorou.
Na colméia, abelha se escondeu,
De tanto frio, flor encolheu.
És um mortal, sonho dissipou.
Dinha Oliveira
E às abelhas o mel emprestado,
Pra quando a brisa tocasse teus lábios
Sentisse o tamanho do meu desejo.
Pedi ao sol que forte brilhasse
E à flor que em cor desabrochasse,
Pra quando ganhares o meu presente
Esqueças que estou cá, ausente.
Mas, ao nosso amor, Zeus se zangou,
Com uma tormenta, o céu fechou,
E tua Vênus em vão chorou.
Na colméia, abelha se escondeu,
De tanto frio, flor encolheu.
És um mortal, sonho dissipou.
Dinha Oliveira
quarta-feira, outubro 25, 2006
Último Suspiro
Fiapo de vida
Fio de teia
Esticado
Ando... Ando...
Rompendo.
Espelhos enxugam lágrimas
Em meus olhos vejo
Sorriso salgado.
Fiapo de vida,
Fio de teia.
Três cegas, um olho
Tesoura, sangue, veia
Corre ...........(tum, tum, tum)
Descompassado....(tum, tum)
Jorra apressado..(tum)
Esvaziando... calado
Aos poucos desfaz
Fio de vida
Um corte
Olhos
fec
ch
ad
o
s
.
Dinha Oliveira
Fio de teia
Esticado
Ando... Ando...
Rompendo.
Espelhos enxugam lágrimas
Em meus olhos vejo
Sorriso salgado.
Fiapo de vida,
Fio de teia.
Três cegas, um olho
Tesoura, sangue, veia
Corre ...........(tum, tum, tum)
Descompassado....(tum, tum)
Jorra apressado..(tum)
Esvaziando... calado
Aos poucos desfaz
Fio de vida
Um corte
Olhos
fec
ch
ad
o
s
.
Dinha Oliveira
quinta-feira, outubro 19, 2006
Arenosa
Toma-me por inteiro
Sinta o meu corpo
Garganta adentro
Como mundo ao seu estômago
Lágrima desce dos olhos
Condensa no céu da boca
Chovendo nas areias...
Assopro, sopro,
assovio.
Brisa, move
Areia, espalha...
vazio.
Dinha Oliveira
Sinta o meu corpo
Garganta adentro
Como mundo ao seu estômago
Lágrima desce dos olhos
Condensa no céu da boca
Chovendo nas areias...
Assopro, sopro,
assovio.
Brisa, move
Areia, espalha...
vazio.
Dinha Oliveira
terça-feira, outubro 17, 2006
Resposta
A paz que jurei um dia ter
Com palavras, levou.
Por vaidade, egoísmo e vontades...
Alguém ferido deixou.
Enquanto brada a liberdade
Minhas portas vou trancando
Recolhendo as verdades
E o meu eu reformulando
Tranqüilidade? É tudo que espero
Me afastar de todas as mentiras
E assim reaver meu ego
Sei que muito perto cheguei
De falsas promessas o que me resta?
Retomar, agora, a calmaria que criei...
Dinha Oliveira
Com palavras, levou.
Por vaidade, egoísmo e vontades...
Alguém ferido deixou.
Enquanto brada a liberdade
Minhas portas vou trancando
Recolhendo as verdades
E o meu eu reformulando
Tranqüilidade? É tudo que espero
Me afastar de todas as mentiras
E assim reaver meu ego
Sei que muito perto cheguei
De falsas promessas o que me resta?
Retomar, agora, a calmaria que criei...
Dinha Oliveira
Lenta, depressa.
Sou geada sem frio
Calor sem suor
Caminhando sozinha
Sou vento abafado
Brasa sem frescor
Sozinha, contando passos
Sou lesma, viajando depressa
Sou passaro, correndo ao chão.
Lagrima seca
escorrida, engasgada...
Sou distante
Tela de Monet
Verde, amarelo e azul
Fria e suada,
Luz molhada
Chorando... calada.
Dinha Oliveira
Calor sem suor
Caminhando sozinha
Sou vento abafado
Brasa sem frescor
Sozinha, contando passos
Sou lesma, viajando depressa
Sou passaro, correndo ao chão.
Lagrima seca
escorrida, engasgada...
Sou distante
Tela de Monet
Verde, amarelo e azul
Fria e suada,
Luz molhada
Chorando... calada.
Dinha Oliveira
terça-feira, outubro 03, 2006
No banco do Jardim
No banco do jardim
Asas, sonhos, delírios e cores,
Com cheiro de jasmim
Beijos, carinhos, afagos e dores
Trouxeram você pra mim
Hoje passa a primavera
Flores, azuis, caramelo e marfim
Rosa, vermelho e verde
Chocolate e estalos de festim
Ansiosa, o verão espera
Palavras de calor aconchegante
Frescor de mar sem fim
Chuva forte ao cair da tarde
E nós no banco do jardim...
Dinha Oliveira
Asas, sonhos, delírios e cores,
Com cheiro de jasmim
Beijos, carinhos, afagos e dores
Trouxeram você pra mim
Hoje passa a primavera
Flores, azuis, caramelo e marfim
Rosa, vermelho e verde
Chocolate e estalos de festim
Ansiosa, o verão espera
Palavras de calor aconchegante
Frescor de mar sem fim
Chuva forte ao cair da tarde
E nós no banco do jardim...
Dinha Oliveira
Paz?!
Paz?! Quero o ardor da guerra
Suas mãos rasgar minhas vestes
Sua pele queimar meu corpo
E seus lábios loucuras sangrar...
Paz?! Quero o calor do inferno
Sua voz gemidos em meu ouvido
Seu suor a mim molhar
E seus olhos a me desejar...
Paz?! Quero a fúria do conflito
Seus braços a me apertar
Seu corpo no meu penetrar
E nossa junção prazer emanar...
Dinha Oliveira
Suas mãos rasgar minhas vestes
Sua pele queimar meu corpo
E seus lábios loucuras sangrar...
Paz?! Quero o calor do inferno
Sua voz gemidos em meu ouvido
Seu suor a mim molhar
E seus olhos a me desejar...
Paz?! Quero a fúria do conflito
Seus braços a me apertar
Seu corpo no meu penetrar
E nossa junção prazer emanar...
Dinha Oliveira
domingo, outubro 01, 2006
Querer
Nunca desejei seus passos
Nem ao menos seu caminho
O que quis foram os traços
E os gestos de carinho
Nunca desejei seus olhos
Nem tão pouco seu ardor
O que quis foram teus lábios
Ser pra sempre o meu amor
Não quis te encontrar
Quero apenas me perder
E aos sonhos me entregar
O que quero são palavras
Não toques, afagos e beijos,
Mas a voz, essa eu não deixo!
(Dinha Oliveira 01/10/06)
Nem ao menos seu caminho
O que quis foram os traços
E os gestos de carinho
Nunca desejei seus olhos
Nem tão pouco seu ardor
O que quis foram teus lábios
Ser pra sempre o meu amor
Não quis te encontrar
Quero apenas me perder
E aos sonhos me entregar
O que quero são palavras
Não toques, afagos e beijos,
Mas a voz, essa eu não deixo!
(Dinha Oliveira 01/10/06)
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